Negócios e investimentos no Uruguai: como sobrevivemos ao COVID-19 e 2021 continuará a ser uma luta ou haverá uma recuperação? - Ariel Pfeffer Uruguai

Negócios e investimentos no Uruguai: como sobrevivemos à Covid e 2021 continuará a ser uma luta ou haverá uma recuperação?

Apesar da turbulência causada pela pandemia COVID-19, o Uruguai continua sendo um dos principais destinos para a expansão de negócios na América Latina. É membro fundador do Mercosul, sede de grandes empresários, como Ariel Pfeffer, e tem apresentado nos últimos anos recuperação econômica, atraindo investidores locais e estrangeiros.

O forte investidor estrangeiro direto (IED) do país tornou o país um dos principais receptores de IED, no que diz respeito ao PIB sul-americano. O crescimento está vinculado aos acordos de livre comércio do Uruguai, sua participação na ALADI e no Mercosul, bem como suas atrativas zonas francas.

O impacto do COVID-19

A economia do país depende muito dos vizinhos Argentina e Brasil. Após a incerteza econômica e o desligamento no Brasil e na recessão da Argentina, 2019 enfrentou uma fraca taxa de crescimento de 0,2 por cento.

Como resultado do surto de COVID-19 em 2020, o PIB local caiu 3 por cento, mas deverá aumentar 5 por cento em 2021, à medida que a economia mundial se recupera. Nos últimos anos, a economia se diversificou, com o governo buscando restaurar a lucratividade dos negócios por meio de políticas fiscais para promover o crescimento econômico.

Alguns dos elementos-chave são as mudanças administrativas e regulatórias nas organizações públicas, o compromisso com a abertura do comércio e a reforma das relações de trabalho. Em termos de desemprego, a taxa da população ativa aumentou para 9,4 por cento em 2019 contra os 8,4 por cento anteriores.

Previa-se que esse número aumentaria para 10,5% em 2020 devido ao COVID-19, mas cairá para 8,1% em 2021 após o controle da pandemia.

Possível Recessão

Pela primeira vez em duas décadas, a economia do país deverá entrar em recessão. Na perspectiva externa, o crescimento econômico pode continuar sendo impactado pela crise enfrentada pelos principais parceiros comerciais, bem como pelo aperto nos mercados de capitais globais.

Em 2019, o crescimento do PIB desacelerou para 0,2%, a taxa mais baixa registrada desde 2002. Antes da pandemia, previa-se que a taxa de crescimento aumentaria em 2020, após a implementação da agenda de reformas. Devido à instabilidade da oferta e da demanda em face da pandemia do coronavírus, a atividade econômica diminuiu drasticamente.

Como resultado, prevê-se que o PIB caia 3,7 por cento no final de 2020. Felizmente, o DPL proposto no valor de 303,8 milhões de libras apoiará o governo na mitigação do impacto econômico causado pelo COVID-19.

Além disso, seguindo rigorosas supervisão e regulamentação, os bancos do país estão adequadamente preparados, em termos de liquidez e capitalização, o que significa que há grandes chances de resistir a uma eventual recessão.

O setor bancário é protegido por amortecedores de liquidez adequados e altos níveis de capital, sugerindo que, em média, eles poderiam resistir a uma recessão e, ao mesmo tempo, manter um nível adequado de patrimônio líquido.

Como muitos países da América Latina e em todo o mundo, no Uruguai, os efeitos da pandemia percolaram a economia quase que imediatamente, o que provocou uma queda notável na atividade econômica.

Além de fechar suas fronteiras, estabelecer postos de controle e fazer cumprir as restrições de movimento, o Uruguai também se concentrou em testar os moradores das cidades vizinhas, como as do Brasil. 

Os testes, principalmente no Brasil, têm sido escassos e até agora enfrentam um sistema de saúde sobrecarregado, o que significa que a colaboração será benéfica para o país. Mais ainda, o Uruguai está na vanguarda da implementação do controle da pandemia, um movimento que pode levar à estabilização da economia do país até 2021.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *