Preço Baixo ou Inteligência Estratégica por Ariel Pfeffer

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Sempre que lançamos um novo produto ou serviço, tentamos reposicioná-lo, sonhamos em transformá-lo em um grande sucesso. Mas a dúvida que sempre surge é o que fazer para que isso aconteça. Oferecer um preço mais baixo que os concorrentes geralmente é a opção mais natural para conquistar participação de mercado. Mas essa nem sempre é a melhor estratégia possível e pode valer a pena avaliar outras alternativas como uma delas:

Melhor produto ou serviço

É o que empresas como Apple e Samsung estão fazendo. A idéia é oferecer o melhor produto possível. Tecnologia de ponta, funcionalidades excepcionais e inovação permanente. No entanto, vale ressaltar que isso não sai barato, pois você precisa definir os padrões e os preços e estar preparado para o mercado tentar minar você.

Eficiência de custos

Esta é a famosa guerra de preços. É a capacidade de oferecer o produto o mais barato possível, mas por um valor melhor ou melhor. Exemplos claros disso são Walmart, Forever21 e Groupon.

Segmentação

É a estratégia que visa os nichos de mercado (o nicho não deve ser entendido como algo pequeno). Rolex, Louis Vuitton e Crystal champagne nunca pretendiam ser os maiores nem os mais baratos em seus respectivos mercados. Eles só queriam se reposicionar como produtos aspiracionais para as classes mais ricas. Agora, veja onde eles estão agora.

Imagem de marca

Imagem de marca, em outras palavras, é se destacar na mente do consumidor potencial com base em seus reputação, desempenho e trajetória. Empresas como Nike, Harley Davidson e Mercedes Benz são bons exemplos de como se destacam em seu próprio mercado em relação aos concorrentes.

Relacionamento com Consumidores

É uma estratégia baseada no relacionamento interpessoal direto que se denomina “um a um” e sempre com o objetivo de satisfação total do cliente? Estar sempre um passo à frente do esperado e de forma personalizada. A loja de departamentos norte-americana Nordstrom foi uma das pioneiras nessa estratégia. E hoje em dia, graças às redes sociais, muitas empresas estão começando a transitar por esse caminho também. Por enquanto, de uma forma mais reativa do que pró-ativa.

Oportunidade de mercado

Ou seja, ter o produto certo, no lugar certo, no momento certo. Farmashop e McDonalds são exemplos claros. Onde quer que sejam necessários, eles estão presentes. Vai além do preço e da qualidade. Talvez nunca se vá a um desses lugares, mas você acaba lá porque é o mais próximo e mais conveniente.

Relação Custo-Benefício

Em toda a estrutura de custos, geralmente existem muitas “gorduras” e ineficiências. Mas se conseguirmos polir com absoluta obsessão, chegaremos a uma relação custo-benefício muito atraente. Essa foi uma das chaves do sucesso da Toyota nos EUA, que conseguiu se tornar uma das principais marcas do mercado. A percepção das pessoas é que elas recebem um bom produto pelo que estão pagando, o que não significa que seja barato.

Posição Financeira

Finalmente, existem aqueles que podem jogar nas principais ligas. São empresas como General Electric, Exxon ou Google, que além de seus próprios méritos, também baseiam seu crescimento comprando outras empresas com destaque ou potencial atual e sem a necessidade de sair para angariar fundos para isso. 

Se compararmos nossos concorrentes e os passarmos pelo filtro de cada uma dessas estratégias, certamente encontraremos novas perspectivas e alternativas para nosso próprio produto ou serviço. Talvez não valha a pena competir com base na mesma estratégia. 

Sim, eu (Ariel Pfeffer) já sei que isso é uma simplificação e que não é correto justificar o sucesso de uma empresa em apenas um atributo. Mas os exemplos podem servir como um exercício de estratégia. Há muito com que se divertir e muito em que pensar!

Ariel Pfeffer