A arte de tomar iniciativas sem ousar ser irresponsável, de Ariel Pfeffer

Conceito de ideia desenhada a mão com a mão segurando o esboço de lâmpada - Ariel Pfeffer Entrevista A arte de tomar iniciativas sem ousar ser irresponsável por Ariel Pfeffer

Ariel Pfeffer, economista de profissão, é empresário na prática e na alma. Esta paixão divide-o em duas vertentes, o seu papel de Presidente ou Gestor nas próprias empresas e os investimentos, mas por outro lado, realiza uma parte do que considera ser a sua responsabilidade social neste mesmo domínio. 

É por isso que há 14 anos participa da diretoria da filial uruguaia da Endeavor, entidade que atua em 25 países, que se dedica a promover a criação de novas empresas e empregos como “uma forma diferente de fazer bolo”. 

Ele também é ativo em YPO, Organização de Jovens Presidentese apóia outras organizações de caráter empreendedor no Uruguai, como SocialLabs ou Empresas B. Além disso, no 40º andar do World Trade Center se formaram um clube de “investidores anjos” para receber propostas de empresários. Ele também dedica horas a “treinar” e aconselhar jovens empreendedores que estão tentando abrir seu caminho.

Este é um resumo do diálogo realizado

P: Ariel, estou procurando um título que resuma sua carreira e acho que a apresentação de empreendedor é a mais adequada. O que você acha?

R: Eu me identifico muito com a palavra empreendedor, e isso eu acho que não é um título e sim uma atitude, a vontade de fazer, de inovar. É algo que está no DNA de cada um, é a vontade de fazer as coisas, de tentar, de arriscar, o desejo de não ficar com o desejo. Às vezes você se sai bem, às vezes não. 

Fiquei muito impressionado com a oportunidade de me encontrar com Olavo Setubal, fundador do banco Itaú, em São Paulo. No final de sua vida, ele era uma pessoa de muito sucesso sob todos os pontos de vista e disse que o único mérito de sua vida era ter sido correto 51% da época e que seus 49% de erros não eram menores, mas relevantes e importantes .

P: É essencial saber como cair e como se levantar?

R: Ninguém gosta de cair ou falhar. Ninguém se diverte quando algo não vai bem para você. O que acontece quando você tem uma atitude empreendedora é que muitas vezes você arrisca sem considerar todos os elementos ou todas as variáveis que podem influenciar sua decisão. 

Portanto, às vezes muitas dessas variáveis parecem influenciar e, em seguida, acabam criando o fracasso. Ninguém gosta quando essas situações acontecem, mas acho que faz parte, justamente, do DNA de ser empreendedor porque se forem consideradas todas as variáveis possíveis que qualquer projeto pode enfrentar -não só empresarial mas também a nível pessoal ou familiar- você provavelmente não acabaria fazendo nada.

Enunciado: Imagino que até a idiossincrasia de cada país, da sociedade em que se vive, pode afetar isso.

R: Definitivamente. O Uruguai, por exemplo, não é um país povoado por empresários. Não é muito ambicioso e é extremamente conservador. Digamos que eu me sente em um bate-papo no café para falar sobre um projeto que quero fazer em certa coisa se levanto uma ideia na minha esfera social - amigos, conhecidos, referências - muito provavelmente todos vão acabar me puxando para baixo e contando me que isso não é possível. 

É verdade que algumas coisas nesse sentido estão mudando porque o Uruguai está se globalizando. De qualquer forma, se eu tivesse a mesma conversa em Israel ou no Vale do Silício, o tipo de feedback que provavelmente receberia seria muito diferente, provavelmente muito mais estimulante do que o que recebo aqui.

Enunciado: Imagino que não menos desafio é encontrar o equilíbrio entre empreender apesar dos riscos e ser irresponsável, não existe uma fórmula simples.

R: Não, claro que não, é uma arte que vai muito no tato ou no estômago. Tem um ponto que é ser empresário e outro que é irresponsável. Mas se for caso a caso, não há fórmula.

“É o desejo de fazer as coisas, de tentar, de correr riscos, o desejo de não ficar com o desejo.”

Reclamações constantes não levam a nada

P: Seu primeiro grande negócio foi no Brasil com a atitude adequada que o marcou para sempre. Esta foi uma lição, certo?

R: Definitivamente, isso me marcou, foi fundamental para o meu caminho. Se você receber um e-mail meu, verá que abaixo está minha assinatura, que configurei em meu e-mail, e abaixo da minha assinatura está a frase “Ação de recompensa vitalícia”. Não tenho essa frase ali por acaso ou para transmitir aos destinatários do e-mail, mas para ler eu mesma toda vez que escrevo um e-mail, para sempre ter clareza sobre o rumo e a atitude. 

Como todo ser humano, também tenho meus dias bons e meus dias que não são. Mas o que sempre deixo claro é que, se continuar reclamando, isso continuará sendo um problema ou um arrependimento, não farei nada. 

Todas as grandes conquistas que tive na vida foram produto e resultado de pegar o touro pelos chifres e dizer: 

“Bem, eu tenho essa situação, eu me concentro neste problema e tomo as ações necessárias para seguir em frente.” 

Algumas coisas deram muito certo para mim e outras não, mas pelo menos tentei. No meu escritório em São Paulo, tive uma frase pintada em português com o mesmo objetivo daquela que acompanha minha assinatura nos e-mails: 

“Muitos homens têm grandes sonhos, mas poucos ficam acordados e os executam.”

P: Vamos entrar em detalhes sobre sua primeira experiência. Esse foi seu primeiro grande sucesso?

R: Eu tinha ido morar no Brasil no final dos anos 1980 após o sonho de criar a primeira empresa de vendas diretas de televisão da América Latina. Minha ideia era continuar morando no Uruguai e fazendo transporte aéreo, mas depois a empresa ganhou uma dimensão que impossibilitou seu controle. 

Não tinha nada disso em toda a América Latina, então tive o luxo de escolher o maior mercado disponível [o brasileiro], com seus desafios do bom e do ruim. E aqui voltamos à atitude empreendedora. 

Se na época eu decidi abrir essa empresa eu tivesse pensado, ou alguém tivesse me alertado ou me desencorajado sobre todos os problemas que iria encontrar, para criar essa empresa no Brasil provavelmente não teria me mudado de Montevidéu. 

Eu nem teria saído do aeroporto de Carrasco. Porém, estava convencido de que havia um grande mercado, um negócio muito interessante a ser desenvolvido e senti a vontade e a capacidade de o fazer. Foi assim que fui lá e resolvi fazer. Com o tempo, comecei a enfrentar muitas dificuldades, de todas as cores, formas e tamanhos.

P: Em nenhum momento você pensou “Eu não pensei que seria tão difícil”?

R: Não, a dada altura disse: “Não pensei que iria enfrentar este tipo de problemas”, mas a vontade e a atitude eram muito maiores do que a barreira que esses problemas colocavam. É por isso que eu diria que sua atitude é muito mais em relação às circunstâncias que podem surgir.

P: Quanto tempo você levou para construir essa empresa?

R: Cerca de um ano. A título de exemplo, um em um milhão de problemas: para fazer vendas diretas na televisão, o famoso “Ligue agora” como muitos sabem - onde você estimula um comercial, apresenta um produto, uma oportunidade de compra e um telefone que pode-se telefonar para comprá-lo e então esse produto é despachado para a sua casa como num passe de mágica alguns dias depois - é necessário que quando alguém colocar um comercial e um telefone na televisão essa linha telefônica não seja única, porque se uma pessoa ligar e estiver ocupado, você nunca poderá tornar aquele comercial lucrativo de forma economicamente viável. 

Você precisa colocar um telefone que tenha um grande número de operadoras por trás e possa receber chamadas simultaneamente. No caso do Brasil, de acordo com a equação econômica dos custos dos comerciais de televisão e todos os custos associados, precisávamos ter pelo menos 100 operadoras disponíveis para receber essas chamadas. 

A questão é que naquela época no Brasil, no final da década de 1980, as empresas eram estatais, nada era privatizado e a economia estava totalmente fechada, só começou a abrir quando Fernando Collor de Mello tomou posse em 1990. 

Não havia centrais telefônicas receptivas a essas características. O que havia eram alguns call centers que em vez de receber ligações, faziam ligações. Lá, eles poderiam ter 100 linhas com números diferentes. Na verdade, não existiam call centers no mercado como hoje, onde você pudesse solicitar 100 linhas com o mesmo número. 

Uma das poucas que estava disponível era a central de reservas da Varig e eu consegui uma reunião com o gerente geral através de contatos, pedi para eles alugarem aquela central em determinados horários para atender essas ligações. A pessoa da Varig, em bom português traduzido para o espanhol, me disse: “Olha, garoto, aqui ...” [Risos]

P: Quantos anos você tinha?

R: Eu tinha 28 ou 29 anos. Bem, vou te dizer que tive que percorrer um longo caminho para conseguir um centro de telemarketing no Brasil. Acabei pegando no lugar mais inesperado do mundo: os Correios do Brasil.

Fiquei sabendo que um dos serviços prestados pelos Correios era o envio de telegramas, um ligava para um número de telefone nacional, 135, e do outro lado havia uma central que tinha cerca de 120 operadoras. Aquela central de telemarketing funcionava de segunda a sexta, das 7h às 19h, e aí às 19h essas pessoas literalmente saiam, apagavam a luz e aquela central ligava no dia seguinte. 

Por meio de assessores e consultores, consegui uma reunião com o diretor dos Correios e propus que queria alugar este centro para ele iniciar o negócio. Queria alugar nos finais de semana, ou seja, sexta, sábado e domingo à noite, a partir das 12 horas. A negociação durou seis meses. Por fim, consegui que o Correio Brasileiro alugasse a estação para mim três dias por semana. Havia os operadores, questões sindicais, funcionários públicos e, infelizmente, com isso vieram muitos problemas. Felizmente, tudo correu muito bem.

P: Eles realmente começaram a ligar muito imediatamente?

R: Sim. No dia em que finalmente consegui convencer os canais de televisão a me venderem espaços publicitários pelo preço que eu cobrava, consegui importar produtos para o Brasil em uma economia totalmente fechada. Não só ter uma central telefônica para receber os pedidos, mas também um centro de distribuição de pacotes para poder enviar os pedidos. 

Foi uma coordenação completa, que durou cerca de um ano. Tudo isso foi tocado em 10 de janeiro de 1991, às 12h30 ou 1h da manhã. Lembro que estive na sede vendo onde estavam todos os operadores e toda a direção geral dos Correios porque eles também estavam curiosos para saber o que havia acontecido e o que ia acontecer. 

Havia também os diretores principais da emissora de televisão, que arriscaram nesse projeto, que era o SBT. O SBT é a segunda rede de televisão do Brasil, e com ela era o pessoal do centro de distribuição que também ia ter que processar as embalagens no dia seguinte. 

Teve também os diretores da empresa que nos cedeu a conta mercantil de cartão de crédito, que era a primeira vez que no Brasil haveria comercial de televisão em que se ia poder fazer um pedido, pagar com cartão de crédito ( sem a necessidade de presença física do cartão) e o usuário também assina o voucher, como é normal em qualquer transação. Isso também foi uma experiência e tanto.

P: Uma multidão estava esperando para ver se seu negócio funcionava, imagino que houvesse uma atmosfera?

R: Havia mais de 20 pessoas reunidas ali esperando com uma pequena televisão esperando o primeiro comercial ir ao ar, além, é claro, das 100 operadoras. E tinha um painel analógico no qual havia uma pequena luz para cada operador, e havia todas as pequenas luzes verdes, significando que os operadores estavam disponíveis. Lembro que naquele momento meus joelhos tremiam porque minha vida estava em jogo. Ele não só apostou minhas economias em mim, mas também apostou meu prestígio, todos os meus sonhos, todas as minhas paixões, mas também estava tudo em jogo.

P: Que produto (s) você vendeu?

R: Era um removedor de manchas multiuso, do tipo que remove manchas de qualquer coisa. Chamava-se Didi Seven, o produto era bom. O comercial vai ao ar, 30 segundos se passaram, o painel ainda estava lá todo verde, 60 segundos se passaram e está tudo verde, 90 segundos se passaram e havia três ou quatro luzes vermelhas que começaram a acender. O comercial termina, de 120 segundos, e havia oito ou nove luzes vermelhas acesas, passam quatro ou cinco segundos depois do comercial acabar e de repente tudo ficou vermelho, ou seja, todas as luzes indicavam que havia ligações. 

Imagine a celebração. De um silêncio mortal que existia naquele ambiente, passou para o alvoroço das mais de 120 pessoas que ali falavam, os operadores anotando os pedidos. Esse foi o começo, uma alegria gigantesca. Foi o início de uma empresa para a qual acabei morando no Brasil por quase 20 anos.

P: Retornamos à atitude empreendedora?

R: Claro. Se eu soubesse de todos esses problemas que iria enfrentar, não o teria feito.

P: A visão é a chave?

R: Sim. A visão e a atitude que você tem.

Organização de Prioridades

P: Você pode pensar em alguma boa dica para compartilhar com os leitores?

R: Gostaria de fazer uma última observação sobre o assunto dos objetivos que se estabelece. Você tem que assumir que não pode fazer tudo, não importa o quanto você gostaria, e que é relevante definir o que é relevante para você e o que não é, o que pode ser colocado em uma lista das coisas que são feitas para você . 

A diferença e eu não estou falando da diferença econômica, mas em termos de felicidade e satisfação por fazer o que você gosta, e outra lista que tem tudo mais, onde você pode fazer se puder, e se não, nada acontece. 

Levei muito tempo para ter clareza para esse tipo de coisa e saber onde devo colocar o foco e a prioridade e onde devo colocar meu momento mais importante do dia, em comparação com a situação anterior, na qual eu tinha, como a maioria das pessoas, minha lista de tarefas, onde cada linha era tão importante quanto a outra.

Fiquei muito tempo reativo, me chamam do escritório que tem um problema, resolvem, meus filhos me chamam que precisa disso, eu cuido disso, minha esposa me chama para tal situação, eu levo cuidar dele, o mesmo se me pedirem uma reunião de coaching ou mentoring. 

Tudo era igualmente importante e tentei fazer tudo com a melhor vontade para riscar coisas da lista, mas por sua vez, foram adicionadas mais.

Declaração: Parece frustrante

R: Claro. Aconteceu muito comigo que no final do dia falei: não fiz nada e demorou o dia todo, quando o “não fiz nada” referia-se às coisas que me interessam, não estou a dizer que o resto não estivessem. 

Depois de muito tempo, consegui estruturar minha agenda com essa visão e cuido primeiro das coisas que são importantes e relevantes para mim e depois de todo o resto, que se eu puder, ótimo, se não, bem, passa para o dia seguinte ou na próxima semana, nada acontece. Intimamente ligado a isso está a questão de ser capaz de definir objetivos muito concretos e específicos. 

Acho que a chave para isso é mesmo ... Tem um exercício que estou fazendo, com resultados muito bons, que é anotar as metas, porque quando você pensa nelas ou promete fazer alguma coisa, você as perde, mas se você definir metas específicas e Ele consegue escrevê-las ... É o que eu faço, eu escrevo a meta, proponho um plano de ação para essa meta e procuro monitorar o status dessa meta semanalmente. Acho que assim se alcançam coisas muito relevantes, concretas e satisfatórias.

P: Uma lição de vida.

R: Além disso, sempre estabeleço minhas metas em nível pessoal, empresarial e familiar. Estou tentando ir especificamente atrás de cada um porque se esse período acabar e eu conseguir isso ou aquilo, vou me sentir muito feliz. Seja o capitão do seu próprio navio em vez de seguir o fluxo.

Orgulho da Família

Esta é uma imagem da família de Ariel Pfeffer

P: Você acha que sua família faz parte do seu sucesso?

R: Sem dúvida, a família faz parte disso. Acabo de completar 26 anos de casamento com Rosário. E sinto que sou abençoado por ter me casado com uma mulher maravilhosa. 

Além do amor, que obviamente é relevante e importante - e me casei pensando que isso é para a vida toda - a questão é que minha esposa me entende e faz parte de todos os meus processos. É que outra das coisas que agradeço na vida é que sempre me permitiu fazer as coisas que eu gostava. 

Em outras palavras, todos os meus trabalhos, tudo o que fiz foram coisas nas quais coloquei muita paixão e gostei e continuo gostando muito. Então, quando às vezes estou trabalhando às 3 ou 4 da manhã, minha família nem passa a conta para mim, nem eu repasso para mim mesmo porque estou fazendo com prazer e prazer. Ninguém me obriga a trabalhar às 3 ou 4 da manhã.

Declaração: Não se trata de ser um workaholic, mas você ama o que faz.

R: Claro, é gostar do que você faz. Se isso significa que tenho que ficar até 3 ou 4 da manhã trabalhando, faço isso com prazer e prazer. Muitas vezes fico acordado horas depois em uma festa, e bom, para mim é uma festa para curtir. É desfrutá-lo no mesmo nível. 

Assim como às vezes posso passar o fim de semana inteiro trabalhando, ou em horários incomuns para quem está acostumado a ir ao escritório das 9h às 17h, ou esse estilo de vida, também posso pagar pelo contrário. , dizer numa terça ou quarta-feira: “Hoje não estou trabalhando porque não tenho calma para fazer, porque quero fazer outra coisa que na hora tem um pouco mais de prioridade do que trabalhar”. Não?

P: Isso também tem que ser um projeto de educação na família, para as crianças? Em outras palavras, é importante para você, imagino, transmitir essa atitude perante a vida aos seus filhos. Nisso, você deve se comunicar com sua esposa.

R: Sim, mas com alguns limites. E o limite é respeitar as idiossincrasias dos filhos. Em outras palavras, pelo fato de eu ter paixão pelo empreendedorismo, isso não significa que eles devam ter. O que não quer dizer que de alguma forma acabem contagiosas pela convivência ou pelos diálogos em comum? 

São as próprias situações emocionais ligadas à vivência dos filhos. Uma criança, obviamente, quando está passando pela adolescência, está em rebelião e tudo que seus pais fazem é errado e errado por definição.

Respeito muito a idiossincrasia pessoal de cada um dos meus filhos, em fazer com a vida o que acharem melhor, pelos mesmos critérios, porque eles têm que arriscar, executar, fazer com que eles vejam. Não é que eles tenham que seguir o que seus pais estão fazendo, que eles encontram seu próprio caminho. 

Se de alguma forma eu puder ajudar, orientar ou apoiar você mais tarde, farei com o maior prazer. Eu faço isso com o maior prazer.

P: Fale-me um pouco sobre seus filhos.

R: Temos três filhos: Daniela, 24, Gabriel, 22, e Micaela, 21. 

Daniela já se formou em Administração de Empresas e está muito feliz em trabalhar na área de consultoria. 

Gabriel se formou há alguns meses nos Estados Unidos na área de finanças e agora está na Espanha perseguindo seu grande sonho pessoal de encontrar uma oportunidade no futebol profissional, esporte em que sempre se destacou desde muito jovem. 

Micaela está no último semestre da universidade no Canadá e, se tudo correr bem, no próximo mês de maio estará se formando na área de comércio internacional, e por sua vez dando-nos a grande alegria de ver todos os nossos filhos com formação acadêmica. 

Isso também nos faz sentir que estamos cumprindo aquele grande legado cultural judaico que nos propõe a sempre promover a educação como ferramenta fundamental para crescer e fazer nosso caminho no mundo.

Este é o fim da entrevista, mas para vê-la da fonte original, você a visualiza no Site do Semanario Hebreo Jai.